Jornalismo profissional é antídoto para notícia falsa e intolerância

Documento atualiza compromissos da Folha em uma era de mudança de hábitos dos leitores

Capítulo 3
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1985 - Novos rumos

DEPOIS DA REDEMOCRATIZAÇÃO

A implantação de um regime democrático mudou muita coisa no país. O espaço público, antes fechado e dicotômico, abriu-se em matizes sofisticados e possibilidades múltiplas. Trata-se de um novo período, com dificuldades e perspectivas novas.

De agora em diante, o crime será cada vez mais apenas o crime, o cientista terá que se preocupar cada vez mais com a sua ciência e o jornal, mais do que nunca, volta a valer antes pelo que ele é como jornal do que pela sua atitude em face de uma conjuntura.

O desenvolvimento da Folha depende, hoje, mais da posição do jornal em relação ao mundo do que da forma pela qual ele trata o mundo e o incorpora à existência pessoal do leitor. Na mesma linha, o desenvolvimento ao Projeto que orienta a Folha depende sobretudo de duas coisas: de que ela se caracterize de maneira original como uma publicação com imagem pública ostensivamente diferenciada e de que se torne um produto de mercado indispensável ao público pela quantidade do serviço de interpretação, de opinião e - principalmente - de informação que produzir.

Por imagem pública devemos entender a unidade formada pelo corte ideológico das preocupações do jornal, pelo seu estilo editorial e pela sua fisionomia plástica.

É preciso que essa unidade seja reconhecida pelos que lêem a Folha e vivida pelos que a fazem. Não devemos ambicionar as unanimidades (como ocorreu na época da campanha pelas diretas-já) mas sim o reconhecimento da identidade pela diferença (como ocorreu durante a cobertura da doença do presidente Tancredo Neves).

Devemos aprofundar a política editorial traduzida na prática de um jornalismo crítico, apartidário, moderno e pluralista.

A crítica mais forte é que revela fatos documentados e incontestáveis, mostrando a conexão entre eles sempre que essa conexão também estiver comprovada. Tal crítica é mais eficaz do que qualquer crítica adjetiva, baseada em opiniões, travestidas ou não de "interpretação".

Praticar a crítica substantiva, assim definida, contra tudo e contra todos, é obrigação não apenas moral mas política do jornalismo, especialmente em um país que as circunstâncias dotaram tão generosamente de problemas e de possibilidades.

Crítica contra tudo e contra todos porque a Folha é e precisa ser radicalmente apartidária. É imaginário supor que o jornal possa emitir compromissos com este ou com aquele setor ideal da sociedade. Sociologicamente, a única base social do jornal é o grupo heterogêneo constituído pelos seus leitores. No caso da Folha as pesquisas evidenciam o quanto heterogêneo esse público é, seja pelas suas modalidades de inserção na economia, seja pelas suas expectativas, mentalidades e preferências.

O jornal precisa ser apartidário porque a base de leitores é pluripartidária. Vamos atravessar um período eleitoral em que esse distanciamento crítico da Folha em relação a partidos e candidatos tem de ser reforçado. Críticas a essa atitude não nos devem impressionar: ao contrário, a quantidade delas ao longo das campanhas eleitorais será a melhor evidência de que estaremos desenvolvendo uma atuação de fato crítica e apartidária.

Do ponto de vista do Projeto, o exercício da crítica jornalística não constitui um direito, mas uma obrigação, assim como o exercício do apartidarismo não é uma regalia, mas um encargo.

O documento "A Folha depois da campanha diretas-já ", de junho de 1984, definia jornalismo moderno como aquele "que se propõe a introduzir, na discussão pública, temas que até então não tinham ingresso nela", colocando "em circulação novos enfoques, novas preocupações, novas tendências". O vulto desse desafio redobra numa sociedade politicamente aberta e que deseja retomar o desenvolvimento.

Se o jornalismo é uma maneira de tornar o mundo diário transparente aos olhos do leitor-cidadão, não se pode excluir dessa transparência a antecipação do que está para acontecer na técnica, na vida cotidiana, na consciência das pessoas. Para isso, precisamos cultivar a audácia, a sensibilidade e a vontade editorial necessárias para explorar caminhos diferentes dos convencionais.

A promoção do espírito pluralista –na pauta, na reportagem, na edição– também remete para o fato-chave que é a heterogeneidade da base de leitores. Mas a preocupação com o pluralismo combina essa dimensão mercadológica, material, com uma outra, de caráter editorial, que traduz o respeito pela diversidade, o reconhecimento do quanto "as verdades" são frágeis e a convicção de que o encaminhamento dos problemas econômicos e sociais num país como o Brasil exige e pressupõe a convivência dos opostos, aliás enraizada na tradição local pela coexistência de moderno e arcaico, progresso e atraso, civilização e miséria.

A execução deste Projeto, nesta fase de maior competição técnica em que as variáveis se multiplicaram e se tornaram mais complexas, exige uma energia inesgotável e uma grande disposição para ser exigente, cada um com seu próprio trabalho e todos com o trabalho de equipe.

O jornalismo não é mais artesanato, mas uma atividade industrial que reivindica método, planejamento, organização e controle. Já avançamos bastante nessa direção, mas ainda há muito o que fazer. A quantidade de erros que cometemos, seja no nível da produção, seja no nível da edição, está longe de ser tolerável.

Precisamos aumentar a nossa capacidade de planejar, agilizar os fluxos internos e agir com rigor implacável tanto na execução das tarefas como na crítica dos erros cometidos. Devemos nos revoltar contra tudo o que estiver abaixo do nível do excelente.

Temos que ampliar o espaço da prestação de serviço no jornal e aumentar o grau de didatismo do material publicado. Essas duas características s]ao inestimáveis na luta que visa transformar a Folha num produto de primeira necessidade para o público leitor, caminho obrigatório do desenvolvimento e da própria sobrevivência dos jornais.

As edições devem conter informações úteis para o esclarecimento do leitor, mas para a sua vida concreta, prática. As pautas devem explorar os temas que mantenham relação real e imediata com a vida de quem compra ou assina o jornal.

Os textos devem fugir tanto de especulações como de abstrações, para buscar imagens e exemplos do dia-a-dia, fixando no leitor o ponto permanente de referência. Como tornar essa reportagem, mais do que interessante, imprescindível para a vida de quem vai ler? - esta é a pergunta que temos de repetir a todo o momento.

Quanto ao didatismo, é fundamental que os textos partam sempre do pressuposto de que o leitor não está familiarizado com o assunto e pode nunca ter lido sobre ele antes. Tudo deve ser explicado, esclarecido e detalhado - de forma concisa e exata, numa linguagem tanto coloquial e direta quanto possível. A maior parte dos textos factuais não só comporta como pede um texto de memória, recapitulando o assunto e situando o leitor no contexto do fato.

O didatismo deve estender-se também à disposição visual do que é editado. Precisamos consolidar e homogeneizar os recursos gráficos para identificar o que é informação factual, o que é texto de análise ou interpretação, o que é texto de memória, o que é texto de ambiente, o que é texto de serviço.

A apreensão pelo leitor deve ser fácil, clara e rápida. Precisamos ter maior preocupação com os números e com a sua exatidão: custos, orçamentos, salários, reivindicações, propostas, acordos, investimentos, datas, tamanhos, medidas, preços, número de pessoas, percentuais –quantidades, enfim. Precisamos adquirir um novo nível de precisão quanto a horários e locais.

Temos que modificar a nossa mentalidade com relação a quadros, mapas, gráficos e tabelas. Até aqui eles vinham sendo utilizados como complemento eventual do texto. Agora eles passam a ser considerados como o meio de expressão sintética e veloz por excelência.

A rigor, tudo o que puder ser dito sob a forma de quadro, mapa, gráfico ou tabela não deve ser dito sob a forma de texto. Assim como a foto, aqueles recursos gráficos devem usufruir de uma dignidade igual à do texto, desempenhando funções dão destacadas quanto as dele.

E não compete apenas à Editoria de Arte zelar por essa diretriz: trata-se de uma preocupação a ser compartilhada com a edição e coma própria reportagem.

INVESTIMENTO E QUALIDADE

A informação completa, exata e de preferência inédita; o texto correto, conciso e crítico. Esta continua sendo a exigência com relação ao trabalho de reportagem.

O Manual Geral de Redação tem sido um instrumento importante no sentido de divulgar as expectativas em torno da produção do jornalismo na Folha e de homogeneizar os resultados obtidos. Ainda este ano deverá entrar em vigor a segunda edição do Manual, enriquecida com críticas e acréscimos reunidos por uma comissão de jornalistas da Folha que se vem dedicando já faz quatro meses a essa tarefa.

Mas é importante assinalar, desde logo, que se a batalha pela exatidão continua sendo a grande prioridade na área, devemos estimular esforços no sentido de desenvolver uma atitude cada vez mais cética por parte de reportagem em face dos fatos e das fontes. Fazemos ainda uma quantidade excessiva de reportagens baseadas apenas em declaração oficiais ou em material impressionístico, colhido aleatoriamente pelo repórter. Precisamos de menos declarações e de mais fatos comprovados; de menos listas de impressões e de mais levantamentos –apoiados em dados e estatísticas, sempre que possível– capazes de transmitir ao leitor um quadro geral e preciso do que está sendo tratado. Precisamos aumentar a inventividade das pautas e melhorar as ligações entre sucursais, correspondentes, Agências Folhas e Redação –um dos vários problemas estruturais que não conseguimos resolver.

A edição deve alcançar um padrão de acabamento que ela não atingiu até agora. É preciso que haja, no nível da edição, uma maior unidade de estilo e critérios técnicos melhor definidos. Faltam também uma atitude mais perfeccionista em relação ao aproveitamento do material produzido. Não podemos utilizar as pressões do horário e as dificuldades na antecipação do que será de fato escrito para justificar as falhas. Como profissionais de primeira linha que somos (e que pretendemos, cada vez mais, ser) sabemos que ao leitor isso não interessa –ele tem direito a um produto excelente, porque paga por isso e porque nós somos pagos para isso.

O desafio profissional na Folha consiste justamente em fazer um jornalismo melhor do que os demais sob condições estruturais que são, em parte, inferiores às de algumas das demais publicações. Além de uma atitude rigorosa e intransigente com relação à qualidade, os responsáveis pela edição devem influenciar ativamente as pautas, acompanhar seu desenvolvimento, imprimir a personalidade do Projeto às edições e publicar tudo, mas sob um prisma seletivo. O objetivo é fazer um jornal sem sobras de informações, mas onde os editores tenham a audácia de apostar em alguns temas e apenas registrar corretamente os outros.

Dois dos problemas cruciais que o jornal vem enfrentando são a rede de informações localizada fora da sede e das grandes sucursais, pelo lado da produção, e a estrutura do Banco de Dados, pelo lado da edição. Ambos os problemas foram elevados à categoria prioritária no período 1985-1986.

A empresa tem investido corajosamente na formação de um quadro de jornalistas de alto nível e com a ambição de levar o jornalismo brasileiro a um patamar técnico e editorial superior. A Folha para hoje os melhores salários da imprensa diária do país e tem realizado promoções salariais com base na avaliação do desempenho de cada profissional que já beneficiaram, de maio de 1984 a junho de 1985, 46% das pessoas que trabalham na Agência e na Redação. É fundamental que nós continuemos dando uma resposta positiva a essa política de investimento, sob a forma de um desenvolvimento rápido e firme da qualidade do produto que estamos fazendo. Essa resposta é a única capaz de assegurar uma política desse tipo, mostrando que ela é correta do ponto de vista empresarial e necessária do ponto de vista jornalístico.

Reprodução de página do projeto editorial publicado na Folha de S.Paulo em 1985
Reprodução de página do projeto editorial publicado na Folha de S.Paulo em 1985 - Eduardo Anizelli/Folhapress

O PAPEL DE CADA EDITORIA

Sob o enfoque propriamente editorial, a Folha tem procurado afinar melhor a sua fisionomia radical-liberal e tornar mais clara a sua opção por reformas estruturais praticáveis e concretas, capazes de contribuir para uma sociedade menos injusta, mais organizada e desenvolvida. É imprescindível, da ótica do jornal, que essas fortaleçam a democracia representativa, contem com respaldo suficiente para lhes garantir viabilidade política e sejam formulados corretamente do ponto de vista técnico

É preciso que essa orientação encontre ressonância nas diversas áreas do jornal. Não para que se enviese o noticiário, não para que se deixe de publicar notícias ou opiniões que vão em sentido contrário a ela, nem para que se editorializem os títulos e a edição –mas para que o jornal afirme a sua personalidade pública em bloco, mostrando uma mesma linha de preocupações da primeira à última página.

Além das necessidades que já foram expostas até aqui, é preciso que as editorias, as sucursais e as áreas de reportagem desenvolvam essa linha de preocupações dentro das suas respectivas especialidades.

Na área da Política, temos que tornar cada vez mais transparentes os fatos que ocorrem no plano do Estado e dos partidos, estabelecendo uma ponte de comunicação desimpedida entre a esfera pública e a sociedade civil. Devemos fiscalizar o exercício da política no sentido de contribuir para que se elevem a sua qualidade e a sua clareza; devemos tornar a linguagem dos textos sobre política mais simples e mais coloquial; devemos tratar os fatos com uma mentalidade prática e crítica à qual não deve faltar uma certa irreverência, desde que elegante. Devemos ser insistentes na cobrança de compromisso, ter em vista que a política é representação de interesses concretos e considerar natural que ela seja um terreno de conflitos, como espelho artificial da sociedade que é.

Na área de Economia, temos de tratar os temas com a sofisticação técnica que os assuntos do setor reclamam, mas evitar o jargão e a linguagem cifrada. A própria tecnicalidade de que se revestem os assuntos econômicos impõe uma obsessão redobrada com o didatismo, por um lado, e com a exatidão, por outro. Precisamos encontrar um balanceamento adequado entre macro e microeconomia, desenvolvendo melhor a cobertura nessa última área (empresas e negócios) e aprofundando a investigação de bastidores na primeira bem como as implicações, nela, entre fatos aparentemente isolados. Dedicada também à cobertura dos conflitos entre capital e trabalho, essa editoria deve ter uma preocupação especialmente manifestada em publicar a versão dos dois lados, em cada caso.

Na área de Exterior, devemos promover uma disposição crítica diante da política das superpotências e das violações ao princípio da autodeterminação do povos. Ao mesmo tempo, devemos manter uma atitude análoga com relação aos países do Terceiro Mundo que se vêem subjugados por regimes de força, nos quais o poder decisório não se exerce conforme os procedimentos da democracia representativa. Divulgar amplamente as violações dos direitos civis e humanos, onde quer que ocorram. Ter sempre em mente que a seção de Exterior não deve voltar-se apenas para a cobertura da política internacional, mas também para o noticiário geral registrado fora do país.

A área de Geral deve ser a área de prestação de serviço por pressuposto. Cabe a ela desenvolver o tratamento de temas heterodoxos, com interesse para o cotidiano do leitor. Questionar os serviços públicos, criticar os serviços particulares, zelar pelos direitos do cidadão-contribuinte e adotar uma posição de acompanhamento constante e implacável das autoridades nas áreas de segurança, saúde, saneamento, previdência social, urbanismo, transporte etc. Vale especialmente para a Geral o que vale também para a Economia: combinar linguagem acessível com tratamento especializado de temas técnicos; ouvir sempre os dois ou mais lados envolvidos em qualquer conflito. Além disso, a Geral deve procurar um ponto ótimo no equilíbrio temático entre assuntos de interesse social e de interesse estritamente jornalístico, entre o dramático e o pitoresco, entre a tragédia e o cotidiano. Importante que a Geral não seja apenas São Paulo: da atitude da editora nesse capítulo depende em grande parte a projeção e o alcance nacional que a Folha, como jornal regional que é, almeja ter.

A área de Geral deve ser a área de prestação de serviço por pressuposto. Cabe a ela desenvolver o tratamento de temas heterodoxos, com interesse para o cotidiano do leitor. Questionar os serviços públicos, criticar os serviços particulares, zelar pelos direitos do cidadão-contribuinte e adotar uma posição de acompanhamento constante e implacável das autoridades nas áreas de segurança, saúde, saneamento, previdência social, urbanismo, transporte etc. Vale especialmente para a Geral o que vale também para a Economia: combinar linguagem acessível com tratamento especializado de temas técnicos; ouvir sempre os dois ou mais lados envolvidos em qualquer conflito. Além disso, a Geral deve procurar um ponto ótimo no equilíbrio temático entre assuntos de interesse social e de interesse estritamente jornalístico, entre o dramático e o pitoresco, entre a tragédia e o cotidiano. Importante que a Geral não seja apenas São Paulo: da atitude da editora nesse capítulo depende em grande parte a projeção e o alcance nacional que a Folha, como jornal regional que é, almeja ter.

A Educação e Ciência deve dar um tratamento mais técnico e menos corporativo aos temas de que tratam normalmente as seções do gênero. Deve aproveitar a oportunidade editorial para fazer um acompanhamento sistemático e atraente do mundo científico, imprimindo um novo dinamismo pragmático a essa especialidade jornalística. É uma área em que o rigor e a exatidão técnica são ainda mais imprescindíveis.

Na área do Esporte, devemos encontrar fórmulas que permitam conciliar o pluralismo programático do jornal com as paixões que o jogo desperta e que o jornal deve transmitir; que permitam combinar a riqueza e a precisão de informações com um tratamento gráfico mais aberto e arrojado. Deve-se estimular, na área, a cobertura de esportes conhecidos do grande público, mas que contam com legiões de aficionados nos setores de classe média, o núcleo fundamental do leitorado da imprensa.

A Ilustrada deve nortear a sua ação editorial pelos pressupostos de que a cultura é hoje um fato de mercado, de que as culturas ditas nacionais se confundem sob a influência da produção industrial internacional e de que é assunto, na sua área, tudo o que mobiliza atenções de massa no universo da arte e do espetáculo. Esse reconhecimento não desobriga o setor, no entanto, da tarefa de desenvolver uma atitude profundamente crítica com relação à cultura de mercado, não para atacar a sua existência, que constitui um fato inarredável, mas para atacar, isto sim, os seus produtos de má qualidade técnica, a sua redundância e as suas mistificações. Não desobriga a Ilustrada, tampouco, de garantir um espaço importante para a arte denominada "de elite". Trata-se, ao mesmo tempo, do setor do jornal que melhor se presta à experimentação conceitual e plástica. Para preencher essas possibilidades, o caderno precisa contar com uma angulação imaginosa dos termos e com sofisticação e eficácia profissional no seu tratamento.

Nos suplementos, a dimensão do serviço deve desfrutar de um predomínio decidido. Eles representam prestação de serviços diretamente ao consumidor: informações sobre imóveis ou empregos, viagens ou passeios turísticos, produtos eletrônicos, automóveis, bens e serviços ligados à vida e à casa moderna.

A Folhinha deve orientar seus esforços no sentido de incorporar a criança ao mundo real, pela informação e não só pelo divertimento, sem negligenciar as possibilidade didáticas e lúdicas do suplemento.

O Folhetim deve conservar o caráter ensaístico, polêmico e de alta definição, preocupado com os temas que interessam à comunidade universitária e ao público leigo com afinidades intelectuais.

PERSPECTIVAS

O Projeto Folha, em suas sucessivas versões escritas, indica o jornal que queremos fazer; o Manual Geral de Redação define o método e os procedimentos práticos que consideram apropriados para atingir esse objetivo; o programa de metas registra periodicamente e quantitativamente o quanto estamos avançando nessa direção. São os instrumentos fundamentais na realização desse trabalho coletivo que deverá conduzir à institucionalização de um tipo novo de jornalismo diário, com perspectivas profissionais ainda pouco exploradas e que pode reservar um papel de significação maior para o jornalismo e, nele, para os jornalistas da Folha.